QUAL A MELHOR E A PIOR CASA DE HOGWARTS?
Todo fã de Harry Potter já se perguntou uma vez na vida (ou muitas): qual seria minha casa em Hogwarts? Como todos nós sabemos, a saga foca principalmente em duas: Grifinória e Sonserina, mas Corvinal e Lufa-Lufa mantêm sua importância, com valores sólidos e grandes bruxos revelados entre seus escolhidos. Quais são os principais trunfos e fraquezas de cada uma dessas casas? Será possível definir uma pior ou melhor? É isso que vamos descobrir hoje!
HARRY POTTER
Rafael Silva
2/12/202615 min read
Sonserina: Ambição e Autopreservação


Na minha humilde opinião, essa casa nem sequer deveria existir (lá se vai metade do público…). A casa de vilões como Voldemort, Lucius Malfoy, Bellatrix Lestrange e Bartô Crouch Jr. nasceu da mente de um bruxo obcecado pela pureza de sangue, e que fez de tudo para que mestiços e nascidos trouxas jamais tivessem a chance de estudar magia: Salazar Sonserina.
Após o atrito com os outros três fundadores: Godric Grifinória, Helga Lufa-Lufa e Rowena Corvinal, Salazar decidiu deixar uma lembrancinha (das grandes) no subsolo da escola: um Basilisco, nascido para expurgar os nascidos trouxas dela. A herança de Sonserina para Hogwarts foi lançada duas vezes sob a escola, quando Tom Riddle, primeiro diretamente, e depois por meio de Gina Weasley, a libertou da câmara secreta.
Você pode estar dizendo: mas não é possível julgar a casa apenas pelo seu passado! Será? A Sonserina certamente faz jus àquele ditado: pau que nasce torto, nunca se endireita (sem duplo sentido aqui).
Além da aberração instalada na escola para matar alunos, Salazar deixou algo muito mais mortal que veneno de Basilisco nas veias de seus alunos: sua ideologia. Ao longo dos séculos, a Sonserina se tornou abrigo para os filhos e filhas das famílias mais preconceituosas e abastadas da comunidade mágica do Reino Unido.
Famílias como os Malfoy, Black (com exceção de Sírius), Gaunt e Lestrange têm suas árvores genealógicas inteiramente ligadas a Sonserina, membros assíduos dos Sagrados 28. Sabe qual outro ponto em comum entre elas? A conexão com Voldemort e os Comensais da Morte, e por consequência, todos os ideais doentis perpetuados por eles.
Lucius, Narcisa e Draco receberam Voldemort em sua própria casa e estiveram entre seus servos mais próximos. Regulus Black foi Comensal antes de trair seu mestre. Os Gaunt… eles simplesmente são os antepassados do próprio Voldemort, e os Lestrange, como Bellatrix e Rabastan, estiveram entre os mais leais seguidores do Lorde das Trevas.
Enquanto Tom Riddle esteve em Hogwarts, angariou seguidores dentro da própria escola, fundando os Cavaleiros de Walpurgis, predecessores dos Comensais da Morte. Riddle não fez nada novo, apenas se aproveitou da estrutura que a própria construção moral da Sonserina já mantinha desde sua concepção. O preconceito, o sentimento de superioridade e a missão de proteger a “pureza da comunidade bruxa” já estavam instaurados em seus corações, e por isso, Tom teve tanta facilidade em uni-los em sua cruzada.
Como podemos ver, os problemas da Sonserina vão muito além de bullies como Draco, Crabbe, Goyle e Pansy Parkinson, é uma estrutura de doutrinação ideológica, que surpreendentemente persiste, mesmo com todos os problemas que já causou à comunidade bruxa.
Não é à toa que Rony diz a Harry em Pedra Filosofal: “não existe um bruxo das trevas que não tenha vindo da Sonserina”. Claro que isso é um exagero, mas é inegável a conexão da casa de Salazar com as artes das trevas.
Agora você deve estar se perguntando também: tem bons alunos lá, como Snape e Slughorn! Você está certo, ao menos em parte. Snape, em especial, teve papel fundamental na queda de Voldemort, demonstrando imensa coragem ao agir como agente duplo para Dumbledore. Louvável, não é? Mas será que seus erros pesam menos que seus acertos? E de onde será que ele tirava tanta coragem para proteger Harry Potter, a quem ele abominava por se assemelhar demais com o homem que ele mais odiava (além dele próprio, é claro)?
Snape uniu-se aos Comensais da Morte, mesmo sendo mestiço, pois ao lado deles, sentia-se mais poderoso, superior àqueles à sua volta. Foi ele o responsável por entregar a Voldemort a profecia do Eleito dada por Sibila Trelawney, tornando-o diretamente culpado pela morte de Tiago e Lílian. A culpa por ter matado a mulher que amava o fez jurar lealdade a Dumbledore. Seu empenho ferrenho em proteger Harry não vinha de um senso de bondade ou justiça, e sim, de remorso por si mesmo.
Snape nunca deixou de ser arrogante, amargurado e perverso, descontando em seus alunos toda a dor que sentia. Ele pode ter sido heróico, mas é um péssimo garoto-propaganda para qualquer casa.
Slughorn, por outro lado, era, na maior parte do tempo, apenas um covarde de moral flexível, que, sem perceber, acabou ajudando Voldemort em sua busca pela imortalidade.
Imerso na culpa por ter dado o segredo das horcruxes ao Lorde das Trevas, ele deixou Hogwarts, até ser pressionado por Dumbledore a voltar, em Enigma do Príncipe. Porém, Slughorn encontrou sua redenção junto a muitos alunos da Sonserina, em um mesmo momento-chave: a Batalha de Hogwarts.
Ao contrário do filme de Relíquias da Morte: Parte 2, que mostrava os sonserinos escondendo-se da luta, nos livros, eles lutaram ao lado das outras casas. Filhos lutaram contra seus pais, ao sentir na pele que o preço pelo mundo ideal que tanto sonhavam era pago em sangue, e eles não estavam dispostos a pagar essa conta. Slughorn lutou contra Voldemort, ao lado de Minerva McGonagall e Kingsley Shacklebolt, batendo de frente com o mal que havia inconscientemente ajudado a criar.
Isso mostra que não, os alunos da Sonserina não são maus, uma vez que, confrontados com a verdade, abriram mão de sua ideologia. Mas, não podemos jamais esquecer de toda a vilania que a casa de Salazar deu ao Mundo Mágico, fruto de ideias perversas e excludentes, que causaram direta e indiretamente o derramamento de muito sangue mágico.
Quando o assunto é ser a casa mais tóxica de Hogwarts, a Sonserina sem dúvida larga dez passos à frente, e não existe edit no Tik Tok com Tom Felton que me faça mudar de ideia!
A ambição e individualismo que a Sonserina prega causam sim problemas, mas também servem de combustível para aqueles que desejam ser grandes, e ser grande não significa ser mau. Vale ressaltar que Merlin, o bruxo mais poderoso da antiguidade bruxa, veio da Sonserina, e suas contribuições para a comunidade mágica mundial são incalculáveis, desde derrotar Morgana Le Fey até criar a Ordem de Merlin, promovendo a paz entre trouxas e bruxos.
O próprio Harry Potter, segundo o Chapéu Seletor, poderia ter sido feliz na Sonserina, sua ambição no Quadribol é prova disso, o que mostra que para um coração puro, não importa a armadura.
Grifinória: coragem e liderança


A casa do Menino Que Sobreviveu e, sem dúvida, a mais favorecida por Dumbledore! Séculos antes de receber 200 pontos do diretor no último instante para vencer a Taça das Casas, a Grifinória nascia como a casa de Godric Grifinória, estampando os valores que sempre defendeu: coragem, bravura, nobreza e cavalheirismo.
Esses mesmos valores o tornaram o maior opositor de Salazar Sonserina e sua obsessão pela pureza. Grifinória acreditava firmemente que todo aquele com dons mágicos tinha direito de ser instruído, e forçou a saída de Salazar, mas jamais expurgou sua casa de Hogwarts, por acreditar que até mesmo aqueles que compartilhavam dos ideais dele eram dignos de aprender.
Como herança para sua escola, Godric lhe deixou o Chapéu Seletor, responsável por direcionar os alunos para as casas que melhor potencializariam suas habilidades, e sua espada incrustada de rubis, que seria leal a todo o verdadeiro grifinório. Não é por menos que se mostrou a Harry durante seu duelo contra o Basilisco em Câmara Secreta.
A Grifinória destacava-se por seus heróis, como Dumbledore, Harry Potter, Hermione, Rony, Neville, Remo Lupin, Sirius Black, Lílian e Tiago Potter, e tantos outros que lutaram e alguns que até mesmo perderam suas vidas, em defesa da comunidade mágica. Um grifinório, muito provavelmente, morreria por você.
Mas, a coragem, por incrível que pareça, nem sempre é uma virtude. Ela é necessária para dar a sua própria vida, mas também, para tirar uma, e Pedro Pettigrew, também conhecido como Rabicho, é a prova viva disso.
Muitos consideram sua seleção para a Grifinória uma falha do Chapéu Seletor, ou até mesmo um furo de roteiro. Como alguém que passou anos escondendo-se na forma de um rato pode ser escolhido para a Casa da Coragem? Vale ressaltar que Pedro teve sim momentos de notável valentia, como quando aceitou se tornar um animago para acompanhar Lupin em suas transformações em lobisomem, e até mesmo quando aceitou espionar a Ordem da Fênix, a mando de Voldemort. No entanto, não era a essa coragem que o chapéu se referia quando o colocou na casa de Godric.
Uma vez fiel ao segredo dos Potter, ele teve a coragem de trair seus amigos e entregá-los para a morte nas mãos Daquele Que Não Deve Ser Nomeado, em benefício próprio, esperando cair nas graças de Voldemort. Até mesmo para fazer o mal, é preciso ter coragem. Assim, fica claro: os valores da Grifinória são corretos, mas podem sim servir às trevas, dependendo de quem os incorpora.
Não podemos esquecer que até mesmo Alvo Dumbledore, patrono da casa, não escapa de julgamentos. Por anos, ele agiu junto a Grindelwald, que planejava simplesmente uma guerra contra os trouxas. Alvo apenas abandonou sua cruzada, pois sua irmã, Ariana, havia morrido pelas mãos de Grindelwald. Até mesmo os melhores têm seus esqueletos no armário.
Mas, quando se põe na balança tudo que os grifinórios fizeram por Hogwarts e pelo mundo bruxo, a conta fica fácil. Harry Potter derrotou Voldemort, Dumbledore, venceu Grindelwald e consagrou-se como o mais poderoso dos bruxos, e Hermione tornou-se simplesmente a Ministra da Magia. Enquanto os ídolos da Sonserina são um velho sem nariz e um adolescente de quarenta anos, os da Grifinória são simplesmente o maior herói do mundo bruxo e o mais poderoso entre todos eles…
Os valores da Grifinória são tão contagiosos quanto os da Sonserina, e não faltam provas disso. Quando Harry enfrentou sozinho o Basilisco para salvar Gina, quando Rony enfrentou seu medo de aranhas ao adentrar na Floresta Proibida, e até mesmo quando Fred e Jorge desafiam Umbridge, a coragem dos grifinórios vai desde atos grandiosos de sacrifício até a superação dos pequenos medos. A moral da casa fortalece seu aluno.
No entanto, é inegável que esse “complexo de heroísmo” típico da Grifinória não raramente põe seus alunos em certos problemas. O Trio de Ouro naturalmente metia-se em enrascadas, mas, em Ordem da Fênix, por exemplo, Harry formou a Armada de Dumbledore (composta por alunos da Grifinória, Lufa-Lufa e Corvinal, lha só qual casa está faltando…) para resistir ao autoritarismo de Dolores Umbridge. Motivados por ele, seguiram para o Departamento de Mistérios.
Influenciados por Harry, Gina, Neville e Luna, todos adolescentes, duelaram contra assassinos como Bellatrix Lestrange e Lucius Malfoy, não sendo mortos graças à interferência da Ordem da Fênix.
Por mais que suas intenções tenham sido as melhores, foi sem dúvida, um ato imprudente, mas que reforça a posição de liderança da Grifinória entre as outras casas, tornando-a o rosto de Hogwarts, especialmente em tempos de crise.
Grifinória destaca-se também nos esportes, sendo ela a maior campeã da Taça das Casas, sendo o lugar perfeito para todo aquele que busca a vitória (mais um ponto contra a Sonserina…). Claro que os pontos extras de Dumbledore ajudaram, mas isso podemos relevar…
Salão Comunal mais acolhedor, alunas mais brilhantes, estudantes mais bonitos (isso é certamente algo a se considerar…), tudo isso joga a favor da Grifinória, como uma casa agradável e unida, onde a coragem, bravura e nobreza são recompensados. Certamente, o mundo bruxo deve muito à casa de Godric.
Todavia, é óbvio que, por ser a casa do protagonista da saga, ela recebeu muito mais desenvolvimento que as outras três, algo que certamente irá pesar na decisão derradeira!
Corvinal: sabedoria e arrogância?


Talvez, a casa com o maior potencial desperdiçado da saga. Sua fundadora, Rowena Corvinal, foi uma bruxa brilhante, responsável pela arquitetura de Hogwarts, e especialmente, por seu nome, que traduzido significa: focinho de porco (eu também só descobri isso agora…).
Rowena era apaixonada pelo conhecimento, e seus alunos deveriam partilhar do mesmo desejo pelo saber. Seu QG, a Torre de Astrologia, reflete perfeitamente essa característica. O olhar sempre adiante, as mentes e corações moldados para construir o futuro.
Por mais que tenha uma forte inclinação acadêmica, servindo de refúgio para os “alunos mais brilhantes” do Reino Unido, a Corvinal não possui os alunos com as melhores notas da história da escola, já que gênios como Hermione e Dumbledore eram da Grifinória, e outros como Tom Riddle e Bartô Crouch Jr (que, acredite se quiser, tinha NOMS melhores que os de Hermione) eram da Sonserina.
Então, onde estão os ditos gênios da Corvinal? Rowena não priorizava notas ao selecionar seus alunos, e sim, a capacidade de ir além do comum. Como poderemos ver em seguida, seus expoentes não eram os redatores nota mil no ENEM, mas sim aqueles que pensavam “fora da caixa”, pessoas criativas, inventivas e astutas. Se a Grifinória formava grandes atletas, e a Sonserina, mestres em poções, a Corvinal formava pensadores. Não à toa, seu mascote, o Corvo, não simbolizava força como o Leão ou ambição como a Cobra, e sim oportunismo e inventividade.
Garrick Olivaras, o maior artesão de varinhas do mundo, Sibila Trelawney, uma charlatã… digo, uma vidente, descendente direta da lendária Cassandra Trelawney, Filius Flitwick, professor de feitiços e diretor da casa, e Luna Lovegood, membro da Armada de Dumbledore, são alguns dos nomes mais famosos a passar pela casa de Rowena.
Existem também grandes inventores entre suas linhas, como Ignatia Wildsmith (criadora do Pó de Flu) e Laverne de Montmorency (inventora de poções do amor).
Todos eles têm suas peculiaridades, mas, inegavelmente, tinham suas mentes em um plano diferente daqueles à sua volta, sendo esse, o diferencial da casa. Porém, nem sempre conhecimento é sabedoria, uma vez que pode ser distorcido, seja por covardia, seja por arrogância, para servir ao mal, e não existe exemplo melhor disso do que Quirinus Quirrell e Gilderoy Lockhart.
Quirrell foi um aluno brilhante em Hogwarts, e após se formar, viajou pelo mundo em busca de cada vez mais conhecimento, antes de retornar à escola para servir como professor de Defesa Contra as Artes das Trevas (também conhecido como o pior cargo para se ter em Hogwarts).
Porém, foi em sua viagem pelas densas florestas da Albânia que ele cruzou o caminho de Lorde Voldemort, ou pelo menos, o que havia restado dele. Voldemort o seduziu com promessas de poder, e o frágil professor não pôde resistir, aceitando levar o Lorde das Trevas até Hogwarts e, posteriormente, conectado-o ao seu próprio corpo.
Quirinus é a prova clara de que a Corvinal forma alunos inteligentes e capacitados, mas que essas mesmas habilidades, se não forem reforçadas com o verniz da sabedoria de discernir o certo do errado, podem causar problemas.
Lockhart é um caso ainda pior, simbolizando uma inversão completa dos valores da Corvinal. Gilderoy era brilhante, mas, narcisista ao extremo, ele queria ter todas as glórias possíveis para si, mesmo que elas não o pertencessem. Então, ele derrotou bruxos poderosos para conseguir status? Ou reuniu seguidores igualmente ambiciosos para levá-lo aos holofotes? De forma alguma! Como um bom corvino, ele usou-se de sua criatividade para construir sua própria história, escrevendo-a por cima da história de outros.
Especializando-se no feitiço Obliviate, Lockhart passou a adulterar a memória de bruxos de renome e a tomar para si seus feitos, escrevendo múltiplas autobiografias e sendo tido pelo mundo mágico como um herói. Sua fama e status o levaram, inclusive, a ser escolhido por Dumbledore como professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. Muitos fãs creem que Alvo jamais teria sido enganado por Gilderoy, opinião essa que também compartilhou, de forma que só o aceitou em Hogwarts, com o intuito de desmascará-lo.
Felizmente, a nuvem de mentiras em torno de sua imagem ilibada foi dissipada quando Harry e Rony o desmascararam, levando-o a tentar apagar suas memórias com a varinha quebrada de Ron, fazendo-o apagar suas próprias lembranças. Dali em diante, ele passaria o resto de seus dias no Hospital St. Mungus, completamente insano.
Até mesmo Cornélio Fudge, Ministro da Magia durante a Segunda Bruxa (e talvez o pior a já passar pelo cargo), também formou-se na Corvinal, e certamente, era tudo, menos uma pessoa justa, usando-se de sua esperteza para manipular a verdade por meio de seu poder político, estendendo o tapete vermelho de sangue, para que Voldemort assumisse o poder.
Como podemos ver, a inteligência não possui valor, se for usada em favor da imoralidade, e as consequências para quem o faz são claramente desastrosas.
A Corvinal é a casa para aqueles que vão além, que pensam no mundo de forma mais complexa, e com capacidade inventiva acima da média. Notadamente, seu histórico com as artes das trevas é mais sutil que o de Grifinória e Sonserina, e seu convívio entre os pares aparenta ser muitíssimo mais pacífico que ambas. Certamente, uma forte candidata ao título de melhor casa.
Lufa-Lufa: Companheirismo e Lealdade


A casa com os melhores valores! Criada por Helga Lufa-Lufa, a Casa do Texugo é conhecida pela lealdade, amizade e companheirismo entre seus escolhidos. Sendo um lufano, você nunca estará sozinho.
Helga era conhecida por sua extrema bondade e senso de inclusão, enquanto Sonserina, Corvinal e Grifinória selecionavam seus alunos com base em talentos específicos, a Lufa-Lufa acolhia a todos, sem distinções.
Seu Salão Comunal, localizado no subsolo do castelo, lembra em muitos aspectos a vila dos Hobbits em Senhor dos Anéis: pequena, cheia de vida e extremamente acolhedora.
Além da Taça da Lufa-Lufa, que foi transferida de geração a geração até as mãos da colecionadora e descendente direta de Helga, Hepzibá Smith, antes de tornar-se uma horcrux de Voldemort, a fundadora também desenvolveu vários encantos no campo das receitas, sendo usados no preparo dos enormes banquetes de Hogwarts.
Por mais que a Lufa-Lufa seja tão subutilizada quanto a Corvinal ao longo da jornada de Harry Potter, alguns bruxos conhecidos já passaram por ela, como: Newt Scamander, o maior magizoologista do mundo, Ninfadora Tonks, membro ativo da Ordem da Fênix, e é claro, Cedrico Diggory (o crush de 99% das fãs de Harry Potter, e talvez dos fãs também…), postulante ao título de Campeão Tribruxo, e primeira vítima de Voldemort após seu retorno.
Scamander talvez seja o que melhor retrata os valores da Lufa-Lufa. Apesar de retraído e atrapalhado, demonstra uma empatia inigualável pelas criaturas mágicas e não mede esforços para protegê-los, assim como a comunidade bruxa como um todo.
Tonks, mesmo grávida de Ted Lupin durante os eventos de Relíquias da Morte, jamais saiu do lado de Remo e Harry, e após o nascimento de seu filho, uniu-se a eles na Batalha de Hogwarts, morrendo ao lado de seu marido.
Cedrico era tido como a jóia de Hogwarts nos eventos de Cálice de Fogo. Atlético, inteligente e de moral firme, já demonstrava talento no Quadribol, tornando a Lufa-Lufa minimamente competitiva no esporte, e vencendo provas no Torneio Tribruxo, ficando claro que caso Potter não tivesse participado, ele teria sido campeão.
O próprio Diggory abriu mão de vencer sozinho o torneio, desistindo de pegar a taça para proteger Harry de Vitor Krum na prova do labirinto, algo que custou sua vida. Todos os citados seguiram à risca os valores de lealdade e empatia da casa.
A Sonserina formou dezenas de Comensais da Morte, a Grifinória, o traidor dos Potter, a Corvinal, um trio de covardes e manipuladores, enquanto a Lufa-Lufa, com exceção de Eunon Blackwood (responsável por criar um labirinto onde bruxos e bruxas se perdiam, condenados a andar em círculos até a morte), não formou nenhum bruxo das trevas conhecido, e isso não é por acaso.
Enquanto as outras casas buscam destacar seus alunos por seus dons, a Lufa-Lufa busca igualá-los. Não existe ninguém melhor ou pior, mais ou menos habilidoso, todos juntos formam uma unidade que ajuda todos a crescer simultaneamente. Certamente, a Lufa-Lufa oferece o ambiente mais amigável para qualquer novo estudante.
A afirmação de que os lufanos são “frouxos e irrelevantes” é certamente errada. Lufanos como Hannah Abbott, Ernie Macmillan, Justin Finch-Fletchley, Susan Bones, Zacharias Smith, estiveram ao lado de Harry na Armada de Dumbledore e lutaram pela libertação de Hogwarts das garras de Voldemort em Relíquias da Morte. Isso prova, sem sombra de dúvida, que algo que não falta na Lufa-Lufa é coragem.
Agora que já passamos pelos prós e contras de todas as casas, chegou o momento derradeiro: qual a melhor e qual a pior?
A Pior: Acho que, após todo o hate que lancei sobre a Sonserina ao longo desse post, não restam dúvidas de que venceria essa categoria, não é? Sua ideologia é um problema crônico, que infecta seus alunos com ideais excludentes e normaliza o preconceito entre eles.
De suas linhas, saíram vários dos primeiros monstros que o mundo mágico já conheceu, entre eles, o maior bruxo das trevas de todos os tempos. Voldemort não apenas era o Herdeiro de Salazar Sonserina, era a encarnação de seus valores deturpados. Sua ambição o levou a uma busca tão sem limites pelo poder, que até mesmo a morte ele julgou ser capaz de superar, levando-o a uma cruzada que manchou para sempre o escudo da Cobra com sangue.
A Sonserina é historicamente hostil com quem é diferente, trapaceira e oportunista, e certamente, uma casa para se passar longe.
A melhor: Eis aqui uma questão muito mais complexa. Se o assunto é contribuição para o mundo mágico, não restam dúvidas de que a Grifinória ganha com muita folga, com ícones como Harry Potter, Hermione Granger e, claro, Alvo Dumbledore. Seus valores, apesar de poderem sim ser corrompidos, são geralmente saudáveis e formam homens e mulheres de caráter.
Todavia, no que se refere ao acolhimento, creio que muitos iriam preferir passar sete anos estudando com os alunos da Lufa-Lufa, em um ambiente pacífico e igualitário, onde todos evoluem lado a lado.
A Corvinal é ideal para os criativos e diferentões, mas, ainda assim, é um tanto excludente.
Em suma, creio que a Grifinória seja a melhor casa, se o foco for contribuição ao mundo bruxo, mas perde para a Lufa-Lufa na categoria melhores valores e convívio.
E para você, qual é a pior e a melhor casa de Hogwarts?
