OS PERSONAGENS MAIS DETESTÁVEIS DE HARRY POTTER
Em qualquer saga que se preze, teremos aqueles personagens que todos amam, no caso de Harry Potter: Lupin, Hermione, Luna e até mesmo Harry, são exemplos disso. Todavia, também temos aqueles que TODO MUNDO (ou quase isso, com raras exceções), odeia. Hoje, vamos conhecer cinco personagens que quase todo o fã de Harry Potter detesta e explicar o porquê desse desprezo.
HARRY POTTER
Rafael Silva
3/30/202614 min read
DOLORES UMBRIDGE


A personificação do mal em Harry Potter, tão cruel quanto o próprio Voldemort (e não é nem meme). Dolores Jane Umbridge, formada em Hogwarts pela Sonserina, entrou no Ministério da Magia logo cedo, na Seção de Registros do Departamento de Educação Mágica.
Seu estilo sempre foi o mesmo: criticar duramente todos no seu nível e abaixo e bajular incansavelmente qualquer um acima dela. Em termos abrasileirados: se você chutasse as partes baixas de Cornélio Fudge, acabaria acertando o queixo de Umbridge no processo. Sua voz fina, delicadeza e amor pela cor rosa, na verdade, causam uma espécie de dissociação cognitiva, escondiam uma mulher extremamente preconceituosa, especialmente contra mestiços e seres híbridos, como os Centauros.
Este segundo preconceito lhe custaria caro no futuro. Ela votou favoravelmente à expulsão de Harry de Hogwarts após ele usar o feitiço do patrono para salvar Duda Dursley. Se não fosse pela intervenção de Dumbledore, Umbridge e Fudge possivelmente conseguiriam se livrar do Eleito logo no início de Ordem da Fênix. Porém, ela continuou servindo de carta na manga para o Ministério, que a enviou a Hogwarts como Alta-Inquisidora, para garantir que Dumbledore e Harry não estariam planejando algo contra o Ministro da Magia. No comando da escola, Dolores impôs uma ditadura tirânica.
Ela torturava alunos em uma sala decorada com incontáveis retratos de gatinhos, demitindo professores injustamente e desmantelando completamente o ensino, sempre sorrindo e com uma pequena xícara de chá entre os dedos, o que só aumentou o ódio do público. Ela também foi responsável por dissolver a Armada de Dumbledore criada por Harry, culpando o diretor pela insurreição, forçando-o a fugir para não ir parar em Azkaban.
É isso mesmo, por ordem de Fudge, Dolores iria prender o maior bruxo de todos os tempos, responsável por livrar o mundo bruxo de monstros como Gellert Grindelwald. O que a inveja não faz, não é mesmo? Felizmente, sua tirania começou a ruir quando Fred e Jorge organizaram um verdadeiro espetáculo de fim de ano dentro do Salão Comunal, destruindo-o por completo e humilhando Dolores.
Em seguida, Hermione a atrai até a Floresta Proibida, onde prometeu lhe mostrar onde vivia Groupe, meio-irmão de Hagrid e a dita “arma secreta” de Dumbledore. Na realidade, ela acabou sendo cercada pelos Centauros, a quem ofendeu abertamente. A resposta: foi amarrada pelas pernas e arrastada como um saco de batatas pela mata fechada, ao som de gritos… dos espectadores comemorando aquela cena maravilhosa. O que aconteceu com a “Vaca Rosa” naquele momento, ninguém sabe ao certo.
Os fãs teorizam coisas um tanto… pesadas, as quais é melhor deixar apenas no campo da especulação. Porém, esse definitivamente não foi o fim de Umbridge. Com a ascensão de Voldemort, ela foi nomeada Chefe do Departamento de Controle dos Nascidos Trouxas, responsável simplesmente por prender, quando não matar, mestiços e trouxas casados com bruxos. Sem as amarras da lei, Dolores enfim revelou sua verdadeira face: uma intolerante covarde, cruel e com um puxa-saquismo excepcional, que, quando finalmente teve autorização para mostrar seu lado mais pobre, não hesitou.
No entanto, Harry mais uma vez cruzou seu caminho, estuporando-a durante sua infiltração no Ministério da Magia, disfarçado de Albert Runcorn. Após a Batalha de Hogwarts, Dolores Umbridge teve o que tanto mereceu: uma passagem só de ida para Azkaban. Para muitos, ela merecia um Avada Kedavra puro e simples, mas, pessoalmente, creio que passar o resto da vida presa, pensando sobre seus erros, é algo muito mais torturante, e merecido para todos os seus crimes. Dolores é odiada por sua falsidade, uma doçura fingida para ocultar uma pessoa asquerosa em todos os sentidos. Para muitos, ela é a MVP no que se refere a ser um FDP, mas tem sim alguns que podem brigar por esse título.
LÚCIO MALFOY


A encarnação de todas as características mais nojentas que um bruxo pode ter. Lúcio Malfoy é o chefe da família mais rica e influente da comunidade bruxa britânica, que punha o Ministério da Magia na palma de suas mãos com algumas “doações generosas” que não apenas lhe rendiam prestígio, como também o colocaram literalmente acima da lei.
A família Malfoy é historicamente preconceituosa, desprezando não só trouxas, mestiços e criaturas mágicas, como também famílias puro-sangue, mas que não se “portavam como tal”, como é o caso dos Weasley, que, por mais que mantivessem suas raízes bruxas, respeitavam e se interessavam pelos trouxas, além de serem extremamente simples e pobres.
Seu desprezo para com aqueles tidos como inferiores já foi demonstrado inúmeras vezes: desdenhou da casa de Hagrid e pediu sua prisão mesmo sem provas, devido ao caos envolvendo a Câmara Secreta (algo que ele mesmo havia causado). Humilhou Arthur Weasley diante de sua família, por ele não ser tão rico quanto ele. Agrediu e humilhou Dobby diante de Harry e, ao perder o criado graças a uma artimanha de Potter, ainda ameaçou atacá-lo. A lista é grande, e isso que nem sequer estamos considerando seus crimes a mando de Voldemort.
O elitismo dos Malfoy não é somente sanguíneo, mas também social. Com esse verdadeiro mar de podridão no coração, Lúcio se uniu a Voldemort, tornando-se um de seus Comensais da Morte mais importantes, graças à sua capilaridade entre os ciclos de poder da comunidade mágica.
O aristocrata acreditava piamente que o Lorde das Trevas iria não só lhes entregar um mundo limpo de trouxas e mestiços, como também revelar aos servos mais leais, como ele pensava ser, o segredo de sua suposta imortalidade. Tudo que Lúcio fazia era por interesse, mas Voldemort era o mestre da manipulação. Para ele, até mesmo os poderosos como Lúcio não passavam de peças em seu tabuleiro. Era um homem que se julgava poderoso, mas que estava acostumado a viver de joelhos.
Narcisa Malfoy, por mais que não tenha caído a um nível tão baixo quanto seu marido, não tornando-se oficialmente uma Comensal da Morte e nem mesmo exaltando seus preconceitos, acabou por condenar sua família.
A submissão de Narcisa e o autoritarismo preconceituoso de Lúcio geraram um fruto perverso, mas incapaz de cruzar a linha que seu pai cruzou: Draco.
Por mais que os 5 trilhões de edits no Tik Tok tentem negar, Draco passou seus sete anos em Hogwarts fazendo o seguinte: humilhando Rony por ser pobre, Hermione por ter pais trouxas e Harry por não querer ser seu amigo (e por ser melhor que ele em praticamente todos os sentidos, até mais bonito… perdão às fãs dele).
No entanto, ele não mostrou ter sangue frio o suficiente para ser tão terrível quanto seu pai. Ele não conseguiu matar Dumbledore, não entregou Harry e recusou-se a lutar por Voldemort no fim da Batalha de Hogwarts. No fundo, ele era mais um garoto mimado e extremamente arrogante, e não um vilão ao pé da letra.
A postura dos Malfoy na Batalha de Hogwarts diz tudo sobre eles. Enquanto Voldemort era derrotado, eles simplesmente olhavam os bruxos e bruxas se matarem diante de seus olhos, sem tomar partido. Eles não eram leais à causa alguma além de si próprios. Lúcio não hesitou em negar sua lealdade a Voldemort quando o mesmo caiu na Primeira Guerra Bruxa, e para ele, não seria nada difícil virar as costas de novo.
Nem mesmo o ato de Narcisa em confirmar falsamente a morte de Harry para Voldemort foi um ato puramente bom. Ela temia que Draco pudesse se ferir caso a luta continuasse, e, ao saber que ele estava bem por meio de Harry, fez o que era preciso para reencontrar seu filho. No que dependesse só dela, possivelmente Harry receberia o terceiro Avada Kedavra da sua vida (já poderia pedir música no Fantástico, poderia até sugerir umas que combinassem…).
Após a morte do vilão, os três Malfoy tiveram destinos bem diferentes. Lúcio e Narcisa permaneceram presos aos seus velhos preconceitos, e por mais que tenham sido perdoados por seus crimes, jamais fizeram nada para redimi-los. Já Draco buscou aproximar-se do Trio de Ouro, ajudando-os a salvar seus filhos em Criança Amaldiçoada, admitindo ter sido um babaca na juventude (apesar de sua rixa com Harry continuar quente).
Pessoalmente, creio que uma punição personalizada seria a ideal para os Malfoy. Para Lúcio, uma estadia vitalícia em Azkaban, como um dos principais colaboradores de Voldemort. Para Narcisa e Draco, o castigo que muitos brasileiros desejaram para Odete Roitman: tirar até o último galeão e deixá-los viver como as pessoas que passaram a vida inteira menosprezando. Isso seria algo bonito de se presenciar, não acha?
RABICHO


O vilão mais desprezível da saga. Pedro Pettigrew foi um garoto solitário na infância, ridicularizado por tudo e todos, até ingressar em Hogwarts aos onze anos de idade, onde enfim aprendeu a melhor forma de se sentir poderoso mesmo sendo fraco: unir-se àqueles que realmente têm força e que se alimentam da sua bajulação, nesse caso, os Marotos.
Com exceção de Tiago Potter, todos os Marotos eram um tanto “exóticos”. Remo Lupin e Sirius Black eram anormais, seja por comportamento, seja por condição, assim como Rabicho, e juntos, formaram um ótimo grupo. Inteligentes e um tanto maldosos, os Marotos dominaram Hogwarts durante seus sete anos por lá, com Tiago em especial, humilhando alunos “esquisitões” como Snape, gerando uma rivalidade ferrenha entre ambos.
Black estava sempre ao lado de Potter em tais brincadeiras; Lupin permanecia receoso, mas não questionava por medo de ser excluído; já Rabicho os aplaudia por qualquer atitude. Ele foi pior que qualquer puxa-saco de firma.
Com eles, ele estava protegido, estava na posição de opressor, e não de oprimido, e o melhor de tudo: sem precisar fazer absolutamente nada por conta própria.
Ao sair de Hogwarts, a sede por poder e “superioridade” levou Pettigrew a juntar-se a Voldemort como Comensal da Morte. Como um bom covarde, Rabicho jamais foi um servo realmente leal, mantendo-se ao lado do Lorde das Trevas por medo, como o vilão bem sabia.
Todavia, seus amigos não sabiam de seu envolvimento com os Comensais da Morte, e assim, Tiago Potter cometeu seu maior erro: confiar a Rabicho a localização de seu esconderijo, acreditando que ninguém jamais iria desconfiar dele, já que era um notório frouxo.
Porém, o traidor foi até seu mestre no mesmo instante, entregando a vida de seu “melhor amigo” e toda sua família, pura e simplesmente para receber glórias de Voldemort, para enfim ser reconhecido por algo que realmente fez por mérito próprio, não importasse o quão vil tivesse sido esse ato.
Porém, Harry sobreviveu, e Sirius foi até Pettigrew para vingar a morte de seus amigos. Agindo covardemente mais uma vez, o Comensal da Morte lançou um feitiço poderoso, matando doze trouxas e decepando seu próprio dedo, de forma a parecer ter morrido na explosão. Com apenas Sirius restando na cena do crime, para ser preso como único suspeito.
Retrospecto: indiretamente matou Tiago, fez Sirius ser preso e condenou Lupin a viver mais de uma década sozinho. Rabicho certamente não é um bom BFF para se ter.
Escondendo-se na sua forma de animago, um rato com um dedinho faltando, ele adentrou na família Weasley, vivendo doze anos sob seus cuidados, muito mais tempo do que um rato comum poderia sobreviver, mas digamos que Rony não era das pessoas mais sábias para perceber isso…
Em Prisioneiro de Azkaban, Rabicho é desmascarado por Lupin e Black, mas consegue escapar, unindo-se novamente a Voldemort na Albânia e planejando junto a ele e Bartô Crouch Jr. uma forma de devolvê-lo ao seu corpo físico.
Rabicho trabalhou arduamente para trazer à glória o maior assassino que o mundo bruxo já viu, e conseguiu fazê-lo com sucesso no final de Cálice de Fogo, trazendo-o de volta graças ao sangue de Harry em seu feitiço e um pedaço de sua própria mão.
Ao contrário do que esperava, Pettigrew não recebe honraria alguma de seu mestre, além de uma mão prateada dada por Voldemort como “compensação”, que se provaria um verdadeiro presente de grego no futuro, e um belo cargo como “mordomo” de Snape e outros comensais (uma bela promoção).
Você pode estar se perguntando: Rabicho só pode ser um psicopata! Ele não se importa verdadeiramente com ninguém, é falso e manipulador, só pode ser isso! É plausível, mas tem um fato em seu futuro que questiona isso.
Em Relíquias da Morte, Rabicho é responsável por manter Harry, Rony e Luna presos na Mansão Malfoy, mas eles inevitavelmente escapam. Usando sua mão prateada, ele estrangula Harry, que em seus últimos suspiros diz talvez a única frase que tenha verdadeiramente tocado em seu coração:
“Você já matou meu pai, vai matar a mim também?”
Nesse momento, ele hesita, refletindo sobre o monstro que havia se tornado, e, nesse momento, o feitiço literalmente voltou contra o feiticeiro. Sua mão, agindo por vontade própria, se fechou em seu pescoço, estrangulando-o em uma cena bizarra, enquanto Harry e Rony tentavam ajudá-lo.
Voldemort havia lhe dado um presente e, ao mesmo tempo, um castigo, que o puniria com a morte por não conseguir ser algo que ele jamais foi ou conseguiria ser: leal.
Rabicho morreu, vítima da própria covardia que o levou até ali.
Correto. Muitos fãs questionam se ele não merecia um simples Avada Kedavra ou umas férias perpétuas em Azkaban com nossos amigos Dementadores, mas, creio que de todos os finais da lista, o dele foi certamente o mais simbólico. Ele passou a vida inteira traindo os outros e, no fim, foi traído por ele mesmo.
GILDEROY LOCKCHART


O pinóquio de Harry Potter. Lockhart é dono de um ego que não cabe em seu corpo, porém, lhe faltava habilidade para fazer jus a ele. Seu desejo era ser grande como um galante cavaleiro, mesmo não passando de um bobo da corte.
Como um bom aluno da Corvinal, ele achou uma maneira inteligente e criativa de atingir seu objetivo, sem necessariamente ser o que desejava que as pessoas pensassem que ele fosse. Especializando-se no feitiço Obliviate, Gilderoy viajou pelo mundo bruxo, cruzando o caminho de bruxos e bruxas notáveis, alterando suas memórias e atribuindo a ele próprio seus feitos. É o equivalente a estar no grupo e sua única participação no trabalho é segurar o cartaz.
Ele arruinou a vida de dezenas de pessoas, fazendo-as questionar até seus próprios nomes, apenas para crescer às custas de seus esforços.
Assim, Gilderoy tornou-se uma verdadeira lenda, com todo o mundo bruxo conhecendo sua fama de herói. A cada nova autobiografia lançada, milhares de fãs faziam fila por um único autógrafo, aos quais ele dava com o maior prazer. Ele vivia por atenção e não perderia uma única chance de recebê-la.
No entanto, seu excesso de confiança se provou sua maior fraqueza. De tanto viver a vida de outros bruxos, ele realmente passou a crer que não era um completo imbecil. Quando Dumbledore o chamou para ser professor de Defesa Contra as Artes das Trevas em Hogwarts (uma das decisões mais sem sentido do diretor, por sinal), ele aceitou, mesmo sabendo que sua máscara poderia cair.
Ele era visto com desdém pelos outros professores, em especial, Snape e Minerva, que percebiam claramente o quão patético ele era. Nas aulas, ele mostrou-se incapaz de dar até mesmo as lições mais simples. Durante o caos da Câmara Secreta, ele mostrou-se inabalável, com a certeza de que derrotaria o Basilisco se tivesse a chance. Porém, todos sabem o que aconteceu quando Minerva lhe pediu que fizesse isso…
Gilderoy tentou fugir de Hogwarts o mais rápido possível, sendo descoberto por Rony e Harry, e, ao tentar usar obliviate contra ambos com a varinha defeituosa de Weasley, acabou por apagar a própria memória.
Durante os anos seguintes, o grandioso Gilderoy Lockhart viveu como um dos internos mais problemáticos do Hospital St. Mungus, sem perspectivas para deixá-lo. Um homem que desejava ser um ícone, mas que terminou como uma sátira de si mesmo.
Gilderoy é quase uma caricatura de uma celebridade ou político exagerado, fissurado por aprovação, buscando crédito até (no caso dele, principalmente) onde não tem.
A justiça, assim como no caso de Rabicho, veio sob medida. Ser revelado como o meme que sempre foi é, sem dúvida, o melhor castigo para ele.
OS DURSLEY


O pior tipo de trouxa que existe, segundo palavras de Minerva McGonagall (as quais tenho que concordar). Durante os 17 anos em que Harry viveu sob o teto deles na Rua dos Alfeneiros, especialmente nos 11 em que não sabia ser um bruxo, sua vida foi um verdadeiro inferno.
O garoto foi colocado em um quarto minúsculo logo abaixo da escada, era punido com a fome por desagradar o mínimo que fosse os tios, chegando a ficar desnutrido, além de viver quase que totalmente isolado do mundo exterior, se não fosse pelos dias que passava com a Sra. Figg (algo que ele também não gostava muito).
Mas por que tanto desprezo por uma simples criança? Existem duas explicações plausíveis. Alguns fãs teorizam que, pelo fato de Harry ser uma horcrux, e elas por si só causarem alterações no humor e no comportamento daqueles à sua volta, os Dursley poderiam involuntariamente estar tratando Harry mal, pelo simples fato de ele estar ali. Todavia, essa teoria acaba caindo por terra quando Harry viaja ao mundo bruxo e é querido por várias pessoas, como Rony e Hermione, mesmo vivendo anos ao lado deles.
A origem do desafeto dos Dursley é muito mais mesquinha Petúnia, irmã de Lillian, sempre invejou os dons de sua irmã e como ela era vista com orgulho por seus pais. Ela passou a infância inteira sonhando com a carta de Hogwarts, sonhando em simplesmente ser igual à sua irmã, chegando até mesmo a enviar uma carta para Dumbledore, pedindo-lhe para entrar na escola, pedido esse que obviamente não foi atendido, mesmo com a gentileza do diretor.
Assim, a inveja tornou-se ódio, e Petúnia passou a desprezar tudo que sua irmã representava, distanciando-se cada vez mais dela. Quando Lillian se formou em Hogwarts e casou-se com Tiago Potter, elas definitivamente cortaram contato. Petúnia uniu-se a Valter Dursley, um homem cujo dinheiro era a única coisa que importava, e juntos, tiveram Duda Dursley, que uniu o pior dos dois mundos: a inveja da mãe e a ganância do pai. Uma fusão realmente destrutiva.
Enquanto mimavam Duda, reprimiam Potter ao máximo, acreditando que assim, o dom da magia se perderia nele. Felizmente, eles falharam, mas isso definitivamente não os fez mudar de posição.
Em Pedra Filosofal, tentaram confiscar suas cartas; em Câmara Secreta, tentaram o impedir de voltar à escola; em Prisioneiro de Azkaban, trouxeram a Tia Guida para lhe render uma humilhação extra.
O casal continuou tratando Harry extremamente mal, até mesmo quando foram removidos da Rua dos Alfeneiros pela Ordem da Fênix, acreditavam que se tratava de uma manobra de Harry para lhes roubar a casa (briga de herança rola até no mundo mágico).
O único capaz de pedir perdão por quase duas décadas de abusos foi Duda, que mostrou-se semelhante a Draco em um aspecto: ser o produto defeituoso de dois péssimos pais.
Os Dursley são materialistas, invejosos e extremamente cruéis, mesmo com uma criança inocente, e que tinha neles a única família que lhe restava. Entre todos da lista, foram os únicos a não ter uma punição definitiva, e muito menos, uma redenção.
E para você, qual o personagem mais detestável de Harry Potter? Ele está na lista? Se não, comente!
