O que eu faria diferente em Harry Potter?
Todo o fã tem seu “cânone mental” com mudanças que faria nos filmes, livros e séries que tanto ama. Um casal que não aconteceu, uma morte desnecessária, um final anticlimático, são muitas possibilidades. Harry Potter, como uma das maiores sagas da ficção, certamente tem inúmeros momentos que poderiam ser diferentes (e alguns em especial que eu gostaria muitíssimo que fossem diferentes). Hoje, vou listar alguns elementos da lore do Mundo Mágico que eu faria diferente, caso estivesse com a caneta de JK. Rowling em mãos. Vale ressaltar que estaremos usando os livros como base. Sem mais delongas, vamos lá!
HARRY POTTER
Rafael Silva
9/23/202613 min read
Harry e Hermione terminam juntos


(Créditos: Pinterest)
Certamente, o desejo de milhões de fãs, e a primeira mudança que eu faria. Nos filmes, essa sempre foi uma escolha óbvia para mim, pois Rony Weasley nunca esteve entre meus personagens favoritos, assim como Gina, que é seguramente uma das piores adaptações cinematográficas dentro do universo de Harry Potter, sendo destituída de sua personalidade forte e transformada em um par romântico sem sal para o protagonista.
No entanto, Harry e Hermione sempre estiveram entre meus personagens favoritos da saga, e não poderia haver resultado pior para mim do que ambos terminarem ao lado de personagens desinteressantes.
Nos livros, Rony não é um mero alívio cômico, e Gina tem mais presença narrativa, mas ainda assim, sempre desejei que Potter e Granger formassem um casal, apesar de ter que admitir que esse ship funcionaria muito melhor nos cinemas, especialmente por aquele quase beijo ao som de “O Children” em Relíquias da Morte: Parte 1, que simboliza a força e lealdade mútua que permeia a amizade deles, onde mesmo sem Rony, eles permanecem unidos, independente das adversidades.
Ambos carregam uma carga emocional poderosa, e em momentos como esse, sentiam o peso sob suas costas ser partilhado com aquele ao seu lado, algo que Rony, mesmo nos livros, jamais foi escrito para compreender.
Harry e Hermione possuíam origens consideravelmente semelhantes, tendo ambos vindo do mundo dos trouxas e descobrindo o mundo bruxo praticamente no mesmo momento, apesar de Granger já parecer conhecê-lo desde que nasceu, graças à sua obsessão pelos estudos.
Hermione foi o porto-seguro de Harry durante sua breve rixa com Rony em Cálice de Fogo, enquanto Potter serviu ao mesmo propósito para ela quando a mesma se viu enciumada pelo romance entre Weasley e Lilá Brown em Enigma do Príncipe.
Tudo isso culminou em Relíquias da Morte, onde Rony os deixou devido à influência do Medalhão de Sonserina, e mais uma vez, um serviu de apoio ao outro. Por mais que Rony seja peça-chave no Trio de Ouro, ele sempre foi o elo mais fraco, cheio de idas e vindas, enquanto Harry e Hermione mantiveram-se juntos do início ao fim.
Pessoalmente, creio que haveria dois momentos-chave em que essa relação poderia ter se consolidado: no Baile de Inverno e na caçada pelas horcruxes. O baile de Cálice de Fogo poderia render um momento ao estilo Disney, caso Potter tivesse tido coragem de chamar a pessoa mais óbvia possível para ser seu par, e que certamente iria aceitar. Porém, isso romperia com o humor do arco, que gira em torno de Harry e Rony andando em círculos em busca de uma dupla.
Fato é que foi nesse instante que Harry passou a ver Hermione como uma mulher, e não somente como sua amiga. Era um momento de autoconhecimento para ambos, não de conclusão.
Assim sendo, não existiu momento melhor do que aquele em que ambos se viram sozinhos em sua caça pelas horcruxes, perdidos e sem esperança, sem nenhuma certeza, além da amizade um do outro.
Suas origens eram parecidas, sua conexão era inabalável, e particularmente, creio que ambos combinavam muito mais um com o outro do que com seus respectivos interesses românticos.
A brilhante Hermione com o bobo Rony Weasley, e o famoso Harry Potter com a tímida caçula Gina Weasley, certamente funcionam, especialmente por quebrarem o senso de obviedade, mas, pelo menos nesse caso, acho que o óbvio ficaria melhor. E vejam só… não sou só eu que penso assim! Na verdade, a própria JK. Rowling, em entrevista à revista Wonderland, em 2014, disse o seguinte:
“Eu escrevi a relação Hermione-Rony como uma forma de realizar um desejo. Foi assim que ela foi concebida, na verdade. Por razões que não têm nada a ver com literatura.”
Até mesmo Emma Watson admitiu que Harry teria sido um marido muito melhor para sua personagem do que Rony, acompanhando a visão da própria autora.
Dessa forma, fico seguro para dizer: o casal Harmony (ou seja lá como essa fusão de nomes ficaria…) deveria ter acontecido!
Isso certamente traria grandes diferenças para o final da saga. A amizade de Rony Aceitar o risco com Harry e Hermione poderia ser abalada, com o jovem perdendo a garota que sempre amou para seu melhor amigo (isso seria no mínimo… embaraçoso), e a grande família Weasley que vemos no epílogo não aconteceria. Por outro lado, creio que o Menino Que Sobreviveu terminaria ao lado de alguém que sempre o compreendeu melhor e que compartilhou das mesmas vivências. Um casal à altura um do outro. Como podemos ver, a polêmica hoje será grande!
A morte de Sirius Black


(Créditos: Warner Bros)
Alvo Dumbledore tinha mais de um século de vida, e sua morte era essencial para que o plano-mestre contra Voldemort funcionasse. Snape viveu uma vida amarga como agente duplo, e talvez só na morte tenha enfim encontrado seu propósito. Tiago e Lílian, suas mortes são simplesmente o motivo pelo qual Harry é quem é no mundo bruxo. Mas por que diabos Rowling matou Sirius Black?
O padrinho de Harry era a única conexão do Menino Que Sobreviveu com sua família bruxa. Ele o amava, conhecia seu pai, e mesmo preso em Azkaban, sonhava em um dia poder viver ao lado de seu tão amado afilhado.
Black foi traído por Pedro Pettigrew, e por essa injustiça, passou quase metade de sua vida atrás das grades. Mesmo tendo sido um adolescente no mínimo… complicado em seus tempos de escola (Snape que o diga), ele jamais fez por merecer tamanho tormento. E o pior, passou a ser visto como um assassino frio e um traidor de seus próprios amigos, perante toda a comunidade mágica britânica, inclusive por aqueles que lhe eram próximos, como Remo Lupin.
Porém, após ser salvo por Harry em Prisioneiro de Azkaban, sua vida começou a mudar. Ele voltou à sua antiga casa, de onde ele mesmo havia fugido após se formar em Hogwarts, (mas não existe trauma de infância que supere passar doze anos cercado por Dementadores). Dumbledore, Lupin e até mesmo Snape, agora sabiam de sua inocência, e ele enfim, havia sido reintegrado à Ordem da Fênix.
O mundo bruxo, em especial a imprensa e o Ministro da Magia, Cornélio Fudge, ainda o taxavam de criminoso, acusando-o inclusive de estar liderando os constantes ataques de Comensais da Morte, após a tão abafada volta de Lorde Voldemort.
Mas, na fatídica Batalha do Departamento de Mistérios, tudo isso estava para mudar. Lutando ao lado de Harry, Sirius derrotou Lúcio Malfoy, e ao vê-lo de joelhos, certamente vislumbrou um futuro melhor: aqueles Comensais iriam deletar, e quando o nome de Rabicho fosse citado, a culpa pelas mortes daqueles doze trouxas e do assassinato dos Potter, enfim, sairia de suas costas. Ele poderia trazer Harry para viver com ele, tirando-o do terrível convívio com os Dursley.
Todavia, todos esses desejos morreram com ele, quando Bellatrix Lestrange, sua própria prima, o atingiu no peito com a Maldição da Morte. A questão é: por quê?
A reação explosiva de Harry é, certamente, uma prova de que a morte de Black impactou sua personalidade. Mas, será que ela foi realmente necessária? Logo em Enigma do Príncipe, Potter perderia Dumbledore, seu principal mentor, algo que também lhe deixaria desamparado e furioso. Black tinha potencial, os fãs desejavam ver sua relação com Potter florescer, e vê-lo desfrutar de sua vida de liberdade, mesmo em meio à guerra.
Imaginem como seria incrível ver Harry e seu padrinho lutando lado a lado na Batalha de Hogwarts? Ver Sirius carregar Alvo Severo em seus braços? Ver Sirius descobrir que Snape era na verdade o homem mais corajoso que já conheceu? Ver Sirius ser recompensado por tudo aquilo que sofreu? Ao invés de simplesmente acabar sua jornada, cruzando o véu, levando consigo tudo que ainda deveria ter vivido.
Essa decisão criativa é intragável até os dias de hoje, um verdadeiro desperdício narrativo.
“A morte de Sirius não foi arbitrária. Pela trama, Harry precisa “ir sozinho e dar a ele muito apoio e deixar seu trabalho muito fácil.” Foi o que disse JK Rowling, referente à morte de Almofadinhas.
Particularmente, creio que esse salto de maturidade poderia ter sido feito com a morte de Dumbledore, um mentor mais recorrente e com arco finalizado. Black ainda tinha muito a oferecer, especialmente como ponte entre Harry e o passado de seus pais. Vale lembrar que até mesmo Lupin acabou morto na Batalha de Hogwarts. Praticamente nenhum dos mentores de Harry sobreviveu, será que Sirius não poderia ser exceção? Todas as figuras paternas que Potter já teve, morreram, forçando-o a ser o homem que jamais teve em sua vida por muito tempo.
A caça pelas horcruxes pelo Trio de Ouro teria acontecido da mesma maneira com ou sem Sirius, e foi lá que os jovens tiveram que provar-se por sua própria força. Harry ainda iria se sacrificar na Floresta Proibida, e quando voltasse dos mortos, enfrentaria Voldemort pela última vez. Sirius poderia ter passado por tudo isso, em momentos que certamente seriam fantásticos. E você, acha que Sirius deveria ter sobrevivido?
Harry e Rony como aurores


(Créditos: Pinterest)
Em Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, a polêmica Oitava Parte da saga, ficamos sabendo a profissão que cada membro do trio seguiu após sair de Hogwarts. Hermione, como era de se esperar, foi a única dos três a voltar a Hogwarts e completar seu sétimo ano oficialmente.
Após isso, ingressou no Ministério da Magia, primeiramente, na Regulação e Controle das Criaturas Mágicas, e posteriormente, em Execução das Leis da Magia. Após destacar-se em ambas as sessões, Granger é eleita Ministra da Magia, o cargo máximo da comunidade bruxa britânica, algo perfeitamente esperado, tendo em vista a bruxa brilhante que Hermione foi desde sua infância.
Mas, o que aconteceu com Harry e Rony? Por que eles simplesmente se tornaram meros policiais do mundo bruxo? Sua habilidade combatendo as forças das trevas é inegável, em especial a de Harry, que já aos treze anos era capaz de conjurar o feitiço do Patrono, e aos quatorze disputou o Torneio Tribruxo, conhecido mundialmente por suas provas mortais.
Rony, mesmo sendo visto por alguns como um simples alívio cômico, também tem seus méritos, enfrentando Comensais da Morte na Batalha do Departamento de Mistérios e na Batalha de Hogwarts, demonstrando talento e coragem. Mas, honestamente, eles poderiam ter conseguido coisa bem melhor, e que certamente combina mais com suas personalidades. Afinal, como dois garotos que passaram sete anos descumprindo TODAS as regras possíveis de Hogwarts, agora seriam agentes da lei?
Quantas vezes a dupla usou a Capa da Invisibilidade para sair pelos corredores da escola além do horário? Usaram feitiços mesmo em meio aos trouxas? O próprio Harry chegou a ser perseguido pelo próprio Ministério da Magia, ao insistir que Voldemort havia retornado. Ao tornar-se Diretor de Execução das Leis da Magia, Harry parece ter sido domesticado pelo sistema que tentou destruí-lo durante toda sua adolescência.
Pessoalmente, creio que faria muito mais sentido que Harry Potter permanecesse em Hogwarts, mais especificamente, no cargo de Professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. Potter sempre foi um bom professor, chegando a treinar vários de seus amigos na Armada de Dumbledore em Ordem da Fênix.
Além disso, a presença de Harry nesse cargo em específico seria um tanto quanto poética. Logo após se formar em Hogwarts, Tom Riddle candidatou-se ao cargo, recebendo uma recusa de Armando Dippet. Posteriormente, já sob a alcunha de Lorde Voldemort, ele repetiu o pedido, dessa vez, a Dumbledore. Obviamente, o diretor negou, e o Lorde das Trevas lançou uma maldição sobe o cargo, de forma que nenhum professor jamais conseguiu permanecer mais de um ano no cargo. Quirrell, Lockhart, Lupin, Moody (ou melhor, Bartô Crouch Jr), Dolores Umbridge e Severo Snape, nenhum deles foi capaz de quebrar esse ciclo.
Apenas com a morte do vilão, a maldição foi quebrada, curiosamente, pelas mãos do próprio Harry. Potter não apenas destruiu Voldemort e sua praga, como também assumiu o posto que ele tanto desejava, como uma forma final de humilhação sobre o assassino de seus pais.
Outra possibilidade seria tornar-se um jogador de Quadribol, esporte em que ele sempre foi talentoso, tendo sido o apanhador mais jovem da história da Grifinória. Sua esposa, Gina Weasley, que foi treinada por ele no esporte, tornou-se atleta profissional e, posteriormente, comentarista. Por que não seguir o mesmo caminho?
Para Rony, houve uma conclusão lógica. Por mais que tenha começado sua carreira como auror, ele a abandonou para trabalhar ao lado de seu irmão, George, nas Gemialidades Weasley, de forma a suprir o vazio deixado pela morte de Fred em Relíquias da Morte.
Rony sempre foi alguém descontraído e próximo de sua família, e certamente, faz muito mais sentido trabalhar ao lado dela, do que transformar-se em um reles agente estatal.
A escolha de Rowling para o futuro de ambos mostrou-se um tanto preguiçosa e até mesmo anticlimática para o que cada um deles vinha desenvolvendo até então. E para você, faz sentido?
A redenção de Draco


(Créditos: Warner Bros)
Ainda em Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, percebe-se que Draco Malfoy rompeu com os preconceitos que o definiram durante toda sua vida e, inclusive, agiu ao lado do Trio de Ouro para proteger seu filho, Escórpio, das artimanhas de Delfine Riddle, a filha de Voldemort e Bellatrix. Entende-se que essa mudança de visão veio dos diversos traumas que recaíram sobre ele durante os eventos de Enigma do Príncipe e Relíquias da Morte.
Ter seu pai preso, receber de Voldemort a missão impossível de matar Dumbledore, tendo a morte como pena para o fracasso, e ver seus pais serem humilhados dentro de sua própria casa pelo Lorde das Trevas, fizeram-no sentir na pele os horrores que sua ideologia pregava.
Mais de uma vez, Malfoy demonstrou não ser um vilão ao pé da letra. Mesmo pressionado pelos Comensais da Morte para matar Alvo, Draco, felizmente, não teve o sangue frio necessário para seguir à risca os passos de seu pai, sendo incapaz de executar o diretor, tarefa essa que ficou nas mãos de Snape. Porém, essa não foi a única vez que Draco esboçou uma redenção por seus erros.
Após a captura do Trio de Ouro pelas mãos de Bellatrix Lestrange em Relíquias da Morte, Draco Malfoy teve diante de seus olhos a chance de trazer a salvação para sua família. Harry havia sido enfeitiçado por Hermione, ficando com o rosto inchado e deformado, quase irreconhecível para alguém que não convivesse diariamente com ele. Mas, Draco era esse alguém, ele jamais esqueceria o rosto da pessoa que ele mais odiou nos últimos sete anos.
Lestrange pediu que ele confirmasse se era ou não o Eleito, pois caso fosse, iriam chamar Voldemort para executá-lo pessoalmente, e surpreendentemente, ele negou, salvando Potter da morte certa. Mesmo sabendo que esse ato colocaria ele e sua família em risco, ele o fez, incapaz de ter uma morte em sua consciência.
Porém, essa redenção ocorreu de forma mais passiva, com pequenos atos de coragem, mas que acabam sendo ofuscados por outros erros de Malfoy, como atacar Harry na Sala Precisa, durante a Batalha de Hogwarts.
No confronto final, Draco e seus pais permaneciam sentados no Salão Comunal, sem saber por qual lado lutar, o que demonstra com maestria a dúvida na cabeça do garoto, e a exaustão na de seus pais.
Nos cinemas, haveria um momento-chave em que Malfoy definitivamente romperia com as trevas que lhe cercaram durante toda sua vida e devolveria a varinha de Harry a ele, logo após sua ressurreição. Tal momento foi cortado da versão final de Relíquias da Morte: Parte 2, e jamais ocorreu nos livros. Para a direção, esse momento iria contra a índole de Malfoy, que apesar de não ser puramente mal, é inerentemente covarde e mesquinho, sendo incapaz de um ato supremo de lealdade a Harry.
No entanto, creio que um momento como esse não só tornaria seu arco mais grandioso, como também serviria para reforçar a relação “saudável” que ele e Harry nutrem em Criança Amaldiçoada, sem contar que seria definitivamente épico. A transição suave de um jovem arrogante e preconceituoso para um homem arrependido e regenerado funciona, mas é menos incisiva que um ato de coragem absoluta, rompendo com a opressão ideológica de seus pais e com o medo que o acorrentou durante sua adolescência.
E você, acha que Malfoy merecia essa redenção? Ou o processo construído por Rowling funcionou melhor?
A lógica do Torneio Tribruxo


(Créditos: Warner Bros)
Eis um dos maiores furos de roteiro em Harry Potter e o Cálice de Fogo. Todos certamente se lembram da primeira prova, onde Harry enfrenta o poderoso Rabo Córneo Húngaro para pegar o ovo dourado (como se não pudesse simplesmente usar accio para isso…), com centenas de alunos de Hogwarts, Durmstrang e Beauxbatons assistindo apreensivos nas arquibancadas.
Um torneio milenar, extremamente perigoso, e que por esse mesmo motivo, foi proibido por séculos, até enfim ser reimaginado por Bartô Crouch Sr., em um formato mais “nutella”, onde o risco de morte era um pouco menor… Certamente, qualquer um iria querer assistir a uma competição assim!
A questão é que ninguém além dos participantes viu nem a segunda prova, no Lago Negro, e muito menos a terceira, no labirinto. Enquanto os quatro heróis mergulhavam para salvar seus reféns e embrenharam-se nas matas em busca da taça, seus torcedores simplesmente olhavam para o nada, enquanto batiam seus tambores. Um tanto quanto… anticlimático.
A experiência do espectador no Torneio Tribruxo é o equivalente mágico a comprar um ingresso para um jogo de futebol e passar 90 minutos olhando para o muro do estádio.
Quem em sã consciência perderia tempo assistindo a uma prova que nem sequer consegue saber o que está acontecendo? Essa incoerência tornou-se um dos maiores memes internos da saga. A questão é: como poderíamos melhorar isso? Com magia, tudo é muito simples!
Dumbledore não poderia usar algum feitiço para tornar o lago e o labirinto transparentes aos espectadores, ou criar algum tipo de telão mágico? Isso não implicaria em nenhuma grande mudança narrativa, apenas traria um pouco mais de lógica para um torneio que, cá entre nós, já estava totalmente desordenado.
Era explícito que só poderiam haver três participantes, um para cada escola, e ainda assim, permitiram que Harry competisse, não só quebrando a regra de idade, como também dando a Hogwarts uma clara vantagem. Bartô Crouch Sr. morreu, e isso por si só deveria interromper o torneio, o que também não aconteceu. Com tantas inconsistências narrativas, acho que seria no mínimo interessante tornar o Torneio pelo menos assistível.
E você, faria essas mudanças em Harry Potter, faria outras, ou deixaria tudo como já está?
