As Maiores Batalhas de Star Wars
Como o próprio nome sugere, Star Wars é um verdadeiro mar de conflitos, seja em desertos de gelo e mares de lava, até caças e destroyers explodindo em meio às estrelas. Todavia, nos filmes, séries e livros da saga, houveram conflitos que modificaram completamente o equilíbrio na galáxia, para o bem, ou para o mal. Hoje, vamos listar os embates mais decisivos de Star Wars, e seus efeitos sobre a galáxia. Sem mais delongas, vamos lá!
STAR WARS
Rafael Silva
4/21/202615 min read
Batalha de Yavin


Beligerantes: Aliança Rebelde: cerca de 35 caças, entre X-Wings e Y-Wings.
Império Galáctico: cerca de 12 caças TIE, liderados por Darth Vader e protegidos por centenas de torres de turbolasers.
O antes e depois de Cristo de Star Wars, a batalha responsável por mostrar para os trilhões de habitantes da galáxia que o Império não era invencível.
Desenvolvida desde as Guerras Clônicas, a Estrela da Morte, com um canhão capaz de destruir um planeta inteiro, nasceu para trazer “paz” ao Império. Perante aquele poder, ninguém teria coragem de se opor a nova ordem de Palpatine. O Imperador reuniu os melhores engenheiros, utilizou-se de mão de obra escrava vinda de planetas como Geonosis e Kashyyyk e investiu mais de 1 trilhão de créditos na estação.
Antes do conflito derradeiro, uma batalha foi travada nas sombras, com o Esquadrão Rogue One, liderado por Jyn Erso e Cassian Andor, ficando responsáveis por roubar os planos da Estrela da Morte em Scarif, encontrando neles uma fragilidade propositalmente deixada pelo engenheiro-chefe do projeto, Galen Erso, um buraco de exaustor que poderia fazer com que um único disparo preciso desse um fim ao maior poder do universo.
Darth Vader e suas tropas fizeram o possível para recuperá-los, mas, graças a R2-D2, eles foram mantidos em segurança até serem analisados no QG da Aliança Rebelde em Yavin 4.
O que eles não poderiam imaginar era que Vader havia permitido que eles escapassem, para que assim pudesse rastreá-los. Aquela luta não significava apenas pôr um fim à maior arma do Império; era agora uma questão de sobrevivência imediata para a Aliança Rebelde. Se não vencessem, a fagulha de esperança que eles com tanto custo mantinham acesa seria apagada de uma vez por todas.
Mesmo com os planos em mãos, ainda era uma operação praticamente suicida. Eram três dezenas de caças feitos de sucata contra uma lua metálica praticamente impenetrável, mas isso não foi o suficiente para superar a coragem dos pilotos rebeldes.
Luke Skywalker e Wedge Antilles lideraram os ataques, desviando facilmente das rajadas disparadas pelas torres de artilharia, forçando o Império a pôr seus Caças-Tie em ação. Grand Moff Tarkin, responsável pela estação, recusou-se a deixá-la mesmo sob ameaça iminente, acreditando que os rebeldes não eram dignos de tamanho medo; eles não tinham chance.
Vários X-Wing foram derrubados, especialmente após a entrada de Darth Vader na batalha. Ele havia permitido que os rebeldes tivessem ido tão longe, e se seu cálculo tivesse sido errado, ele seria o responsável por permitir que o sonho do Imperador fosse destruído.
Disparo após disparo, os pilotos rebeldes erravam o minúsculo alvo, enquanto o canhão da Estrela da Morte apontava para Yavin 4, onde as líderes da Aliança Rebelde, Leia Organa e Mon Mothma, assistiam apreensivas.
Vader e seu esquadrão haviam abatido boa parte dos X-Wing, e ficava claro que nenhum computador seria capaz de acertar aquele alvo impossível. Não havia esperança, pelo menos, não sem a Força. Ouvindo a voz de seu falecido mentor ecoar em sua mente, Luke desliga seu computador de mira e concentra-se em seus instintos, que, guiados pela energia que rege todas as coisas, tornam-se mais precisos do que qualquer máquina.
Vader estava prestes a matá-lo, quando Han Solo, que havia jurado abandoná-lo logo após receber o pagamento pelo resgate de Leia, retorna e dispara contra o Lorde Sith e sua escolta, deixando Skywalker livre para dar o tiro que faria dele o maior herói da galáxia, quase como se a Força lhe guardasse uma última benção justamente para aquele momento.
Em instantes, as mais de duas décadas investidas na construção da estação bélica, e as mais de 1,5 milhão de vidas dentro dela, simplesmente se desfizeram em bilhões de pedaços no vácuo do espaço.
A Holonet explodiu, a galáxia inteira ficava ciente de que a tirania imperial poderia ser derrotada, por mais que o próprio tentasse minimizar a vitória rebelde. Foi nesse dia que a Guerra Civil Galáctica começou oficialmente, com seres de todos os cantos da galáxia unindo-se à luta pela liberdade, transformando a fagulha em um verdadeiro incêndio que destruiria o Império de Sidious.
Vader foi rebaixado dentro da hierarquia imperial, sendo obrigado a humilhar-se trabalhando para vários oficiais até enfim reassumir seu posto. Desde então, ele dedicou cada segundo de sua vida a destruir a Aliança Rebelde e, principalmente, encontrar o piloto responsável por destruir a Estrela da Morte, sem saber que era seu próprio filho.
Essa batalha de Davi contra Golias é, sem dúvida, a mais icônica da saga; todavia, houveram outras ao longo da história dessa galáxia tão, tão distante, que mudaram tanto quanto o destino da galáxia.
Batalha de Ruusan


Beligerantes:
Exército da Luz: dezenas de milhares de mestres e cavaleiros Jedi e tropas republicanas.
Irmandade da Escuridão: dezenas de milhares de Lordes Sith e mercenários.
A batalha que selou o destino tanto dos Sith quanto dos Jedi, pelo menos, de um certo ponto de vista. O conflito existencial entre luz e trevas advém dos primórdios da galáxia e, ao longo dos milênios, causou bilhões de mortes. Após incontáveis fracassos em tentar destruir a Ordem Jedi e a República, os Sith se reunificaram sob a liderança de Lorde Kaan, que deu início à Irmandade da Escuridão.
Para manter os Sith unidos, ele descentralizou o poder, dando a todos o título de Darth, e tratando todos igualmente, sem distingui-los com base no poder, de forma a manter o ego de todos sob controle. Todavia, essa fraqueza fez com que membros como Darth Bane começassem a tramar formas de destruir essa chaga no lado sombrio criada por Kaan e purificá-lo novamente com o verdadeiro e único poder absoluto.
Enquanto isso, as Novas Guerras Sith ardiam a galáxia em chamas, forçando os Jedi a tornarem-se mais militaristas do que nunca, alistando forçadamente quaisquer sensitivos que encontrassem nos planetas ocupados e obrigando-os a lutar pela sua causa. O nível de devastação do conflito e a forma com a qual a Ordem obtinha cada vez mais influência por meio da força bruta começaram a preocupar toda a galáxia, em especial, a chancelaria, na época, comandada por Tarsus Valorum.
No comando do Grande Exército da Luz, estava o poderosíssimo general Hoth, exímio duelista responsável por liderar as sete campanhas em Ruusan. Dia após dia, centenas de guerreiros da luz e das trevas tombavam, pintando o solo árido de Ruusan de vermelho. Ambos os exércitos, na ausência de tropas, utilizavam-se de crianças, que eram mortas como soldados comuns no campo de batalha.
Quando os Sith passaram a usar os Bouncers, espécies sensitivas nativas do planeta, para desestabilizar os Jedi, os defensores da República não hesitaram em massacrá-los, mesmo que nem sequer estivessem cientes do que estavam fazendo, o que mostra o quão brutal e imoral foi a batalha.
Com a Irmandade sofrendo derrotas consecutivas, vendo muitos de seus “leais” soldados fugindo e sendo forçada a recuar para as cavernas, Bane percebeu que aquela era a hora de varrer os antigos Sith da história. Para isso, ele os convenceu a usar uma das habilidades mais poderosas e instáveis da alquimia Sith: a Bomba de Pensamento, uma fusão da energia sombria presente em cada um dos sensitivos presentes, em um único e devastador ataque.
Kaan aceitou o risco, unindo-se aos sobreviventes para criar a bomba, enquanto Bane espertamente fugia do local. Hoth e seus soldados entraram na caverna a tempo de notar a armadilha dupla na qual haviam caído. Os inexperientes e fracos servos de Kaan não foram capazes de conter tamanha energia e ela começou a consumi-los um a um, prendendo suas consciências em uma agonia eterna e intocada.
Hoth e seus homens deram suas vidas para deter a explosão, salvando os bilhões de habitantes de Ruusan da morte certa. Ainda assim, o antes próspero planeta agora não era nada mais que um terreno baldio, amaldiçoado pelas almas dos milhares que ali pereceram, um retrato grotesco de um dos períodos mais sanguinários da história galáctica.
Para os antigos Sith, a batalha de Ruusan significou o fim de uma era e o início de outra, pautada pelos princípios da Regra de Dois de Darth Bane, em que os Sith passariam um milênio esgueirando-se pelas sombras, como um vírus apossando-se cada dia mais do organismo, até enfim tomá-lo por completo.
Para os Jedi, a vitória soou quase como uma derrota. Eles eram vistos com desconfiança por toda a galáxia, com Valorum obrigando-os a assinar as Reformas de Ruusan, dissolvendo o Exército da Luz e destituindo os Jedi de qualquer autoridade militar sem autorização da República. Sua influência absoluta sobre a galáxia estava encerrada e, em seu exílio banhado pela arrogância de uma falsa vitória, eles tornaram-se cada vez mais vaidosos e distantes da Força, alheios à ameaça que erguia seus muros em torno deles.
É seguro dizer que nenhuma batalha definiu tanto os rumos da Força quanto o conflito em Ruusan.
Batalha de Malachor V


Beligerantes:
República: milhares de revanchistas e soldados da República, auxiliados por centenas de naves da Marinha Republicana.
Mandalorianos: milhares de soldados, liderados por Mandalore em sua grande Nave Mãe.
As Guerras Mandalorianas, foram um dos conflitos mais devastadores da história galáctica, responsável por tornar os mandalorianos uma das espécies mais odiadas da galáxia. No entanto, elas nada mais foram que uma grande trama orquestrada por Darth Vitiate para testar as forças da Ordem Jedi e da República. Mas, nem mesmo ele poderia prever o quão vantajosas elas seriam para os Sith.
Mandalore, o Supremo, guiado pela presença sombria de Vitiate, que controlava sua mente, unificou todos os clãs de Mandalor com o objetivo de expandir seus territórios, avançando contra os mundos da Orla Exterior, o que forçou a República a intervir, dando início a um conflito que se estendeu por anos.
Os mandalorianos eram guerreiros incomparáveis e, mesmo em menor número, obtinham vitórias decisivas, o que fez com que os Jedi se vissem pressionados a intervir. O Conselho negou veementemente, mesmo após o massacre de Cathar, em que os soldados de Mandalore exterminaram todos os nativos do planeta.
Todavia, Revan e seus seguidores, como Meetra Surik e Malak, decidiram agir por conta própria, acreditando que o dever de um Jedi era para com a República e seu povo, e guardar a paz trancando-se em um templo enquanto milhões morrem não é a melhor forma de fazê-lo.
Assumindo a liderança do exército republicano, Revan deu início a uma reação histórica, vencendo confrontos decisivos, até enfim cercar as tropas inimigas em Malachor V.
Revan desceu até a superfície do planeta, onde enfrentou Mandalore face a face, derrotando-o e conquistando sua tão icônica máscara mandaloriana, ao mesmo tempo em que descobriu a origem dos desejos expansionistas de Mandalore: os Sith.
Ao mesmo tempo, Surik pressionava a frota mandaloriana de volta a Malachor, onde pretendia pôr em prática a arma de destruição em massa criada pelo engenheiro zabrak, Bao-Dur: O gerador de massa sombria, capaz de gerar um vórtice gravitacional que destruiria não só as naves inimigas, como toda a vida presente no planeta.
Sem hesitar, Meetra autorizou o uso da arma, e em única explosão, toda a frota mandaloriana e boa parte da republicana foram destruídas, e todos os seres vivos em Malachor V foram mortos, marcando o que talvez tenha sido o maior genocídio da saga. Porém, isso não seria nada, perto do mal que eles inconscientemente haviam acabado de lançar sobre a galáxia.
Das profundezas daquela ferida que antes foi um planeta, nasceu Darth Nihilus, uma anomalia na Força, guiada pelo desejo insaciável por ela, o que o levou a consumir planetas inteiros para alimentar seu vício. Ou seja, além de matar todos em Malachor V, Meetra e Revan são indiretamente culpados pela morte de outros bilhões de seres pela galáxia, graças ao monstro que permitiram que fosse solto.
Em seguida, Revan e Malak seguiram o rastro dado por Mandalore até Dromund Kaas, onde foram capturados e convertidos ao lado sombrio por Vitiate, tornando-se as novas maiores ameaças à República. Ao tentar acabar com uma guerra, Revan acabou criando mais duas, que, por muito pouco, acabaram não apenas com a Ordem Jedi, mas com toda a vida na galáxia.
Além dos efeitos imediatos da brutalidade da batalha, suas consequências se estenderam por décadas, desencadeando outros inúmeros conflitos e catástrofes, mostrando como uma decisão impensada no campo de batalha, mesmo que resulte em uma vitória temporária, mais cedo ou mais tarde sempre cobrará seu preço, e por vezes, ele será tão alto quanto qualquer derrota.
Batalha de Geonosis


Beligerantes:
República: 220 Jedi entre cavaleiros e mestres, 192 mil soldados clones, com divisões de canhoneiros e andadores.
Separatistas: 1 milhão de droides de batalha, desde os B-1 até os Droidekas.
O pontapé inicial das Guerras Clônicas, sendo logo de cara, a batalha com maior número de tropas e baixas.
Quando Obi-Wan Kenobi, Anakin Skywalker e Padmé Amidala foram capturados por Conde Dookan e Jango Fett, Mace Windu montou rapidamente um grupo de Jedi e os levou até Geonosis para salvar seus amigos, chegando no momento certo para salvá-los da morte certa diante de dezenas de milhares de droides.
Diante de uma legião nas arquibancadas da arena Petranaki, os Jedi travavam uma batalha campal após mais de mil anos, despedaçando dezenas de droides a cada brandir de suas lâminas azuis e verdes.
Era os Jedi lutando no auge de sua glória mais uma vez.
Jango Fett desceu para ajudar no combate, concentrando seus esforços em Windu, quando foi atacado por um Reek, que destruiu seu jetpack, deixando-o vulnerável a um ataque fatal de Mace, que o decapitou diante de todos os espectadores, entre eles, Boba Fett. O peso da guerra pode ser sentido quando um filho é obrigado a tirar a cabeça decepada de seu próprio pai do campo de batalha.
Ainda assim, nem mesmo uma legião de Jedi foram capazes de suportar a onda de metal que quebrava sobre eles. Mestres como Coleman Trebor e Sar Labooda foram mortos, assim como duas centenas de outros Jedi, reduzindo a imensa armada de Windu a ele e a uma dezena de sobreviventes.
Cercados, os Jedi recusaram-se a aceitar a rendição humilhante oferecida por Dookan, preparando-se para lutar até a morte, quando dos céus, suas salvações vieram na forma de canhoneiros LAAT, pilotados por milhares de clones liderados pelo Grão-Mestre Yoda. Os droides foram obliterados pelo fogo pesado dos canhões, permitindo que os sobreviventes escapassem de Petranaki. Mal sabiam os Jedi que estariam lutando ao lado de seus futuros algozes.
Dookan bateu em retirada junto com suas legiões de droides, enquanto mais e mais clones desembarcavam no planeta, atacando bases Separatistas em todos os lados.
Um embate de proporções globais se desenrolou pelas planícies desérticas de Geonosis, com as colossais naves separatistas contendo outros milhões de droides, sendo abatidas pela República antes que pudessem evacuar suas forças.
Dookan escapou, após um duelo intenso contra Anakin, Obi-Wan e Yoda, deixando Geonosis cair nas mãos do inimigo, incapaz de protegê-la após aquela reviravolta surpreendente.
Enquanto mestres como Obi-Wan cantavam vitória, apenas Yoda parecia compreender o que aquele dia realmente significava para a galáxia. O maior conflito de sua história havia se iniciado, e o Grão-Mestre sabia que o lado sombrio obscurece ambos os lados, e ele não poderia estar mais certo. Como chanceler pelo lado da República e como Darth Sidious do lado Separatista, Palpatine coordenava os dois extremos do conflito, jogando um xadrez de um jogador só. Cada vitória da República e dos Jedi era um passo mais próximo do abismo para ambos.
Os heroicos clones criados em massa em Kamino possuíam em seu subconsciente uma ordem explícita para matar seus generais Jedi quando a Ordem 66 fosse dada. Era o princípio de uma dependência fatal. Eles eram leais e próximos aos Jedi, quase como amigos em muitos casos, mas estavam destinados a matá-los quando chegasse o momento.
A vitória em Geonosis derrotou os Jedi.
Batalha de Endor


Beligerantes:
Aliança Rebelde: pouco mais de 10 mil soldados, entre soldados e pilotos, com auxílio de milhares de Ewoks.
Império Galáctico: 27 Destroyers Estelares, posicionados em torno do Executor, ladeados por dezenas de milhares de Caças Tie. Em solo, a Legião 501 protegia o gerador de escudos.
O fim do Império Galáctico. Desde a destruição da primeira Estrela da Morte, Palpatine deu início à construção de uma nova, maior e mais protegida. Porém, ele não iria usá-la apenas como uma simples arma, e sim como uma isca, para destruir a cada vez mais poderosa Aliança Rebelde de uma vez por todas.
Propositalmente, ele permitiu que informações sobre a construção fossem interceptadas por espiões rebeldes e que os atrasos fossem constantes. A estação bélica deveria parecer atrasada e desprotegida, um alvo fácil para que a Aliança Rebelde lançasse todas as suas forças na falsa esperança de matá-lo e levar consigo sua maior arma.
Caindo na armadilha, Mon Mothma e Almirante Ackbar prepararam o ataque, enviando suas melhores forças sob liderança de Han Solo, Luke e Leia até Endor, para desativar o aparentemente vulnerável escudo que cercava a Estrela da Morte, enquanto a frota liderada por Lando Calrissian e Wedge Antilles atacaria diretamente a estação.
Posicionado em seu Destroyer Executor, Vader sentiu quando a nave de seu filho passou em direção a Endor e, autorizado por Palpatine, foi pessoalmente lidar com ele. Muito além de um conflito político e militar, Endor seria o palco do destino da Força e de seu Escolhido.
Luke entregou-se a Darth Vader para não pôr em risco toda a operação, enquanto Han e Leia aliaram-se aos Ewoks, os “ursinhos carinhosos” nativos do planeta. Os imperiais haviam inicialmente ignorado os pequenos moradores, subestimando-os como selvagens inofensivos. Como todos sabem, isso foi um gravíssimo erro.
Essa parceria improvável foi decisiva para salvar a rebelião em sua hora mais desesperada. Quando Han e seu batalhão se viram cercados por hordas de Stormtroopers escondidos por Palpatine, sua salvação veio das copas das árvores, com lanças de madeira, pedras e cipós. Era a galáxia em sua forma mais natural, resistindo ao terror mecanizado imposto pelo Império.
Entre as estrelas, Lando e sua frota foram pegos de surpresa não só por uma legião de Caças-Tie e Destroyers, como também por uma Estrela da Morte completamente funcional, que, com um único disparo, reduziu a Liberty, um enorme Cruzador Mon Calamari, a poeira espacial.
Na sala do trono, Luke via seus amigos serem mortos, com sua dor ecoando em sua mente. Palpatine sentiu seu ódio crescente e fez questão de provocá-lo. Em breve a rebelião seria esmagada e Skywalker seria seu servo. Rendendo-se ao ódio, Luke avança contra o Imperador, iniciando um duelo contra Darth Vader, o qual ele vence, mas recusa-se a matá-lo. Ele havia cedido aos mesmos sentimentos que levaram seu pai a uma vida de dor e sofrimento, mas era forte o suficiente para não se deixar levar por eles. No fundo, ele sempre seria um Jedi, como seu pai foi antes dele.
O último cavaleiro Jedi lançou seu sabre ao longe, aceitando de peito aberto seu destino diante dos relâmpagos da Força de Palpatine, confiando que o resquício de bondade remanescente em seu pai o faria erguer-se para salvá-lo. E, como o próprio Anakin diria pouco antes de sua morte, Luke estava certo, e, reunindo suas últimas forças, o Escolhido cumpriu seu destino e destruiu o Lorde Sith, lançando-o para a morte no fosso de sua própria estação bélica, afogando-se em sua própria arrogância.
A coragem de Luke parecia ter mudado a dinâmica da batalha em todas as suas instâncias. Em Endor, Han e Leia conseguiram tomar o QG Imperial na lua santuário e destruir o gerador, permitindo que os X-Wing, liderados pela Millennium Falcon, deixassem o fogo cruzado das milhares de naves imperiais, avançando diretamente ao núcleo da estação bélica.
Com disparos precisos, Calrissian e Antilles destruíram o núcleo da Estrela da Morte, habilidosamente escapando de seu interior em chamas, antes que explodisse por completo. Cinco anos depois, o Império via sua maior arma ser destruída diante de seus olhos mais uma vez, despedaçando-se pelo espaço, dessa vez, junto com seu Imperador, e, até onde sabiam, com Lorde Vader.
Falido e sem suas duas maiores lideranças, o Império fragilizou-se ainda mais, com a restauração da República tornando-se apenas uma questão de tempo. Para Luke, a vitória foi ainda mais significativa. O jovem garoto da fazenda havia se tornado o maior herói da galáxia, mostrando-se mais sábio que Yoda e Obi-Wan, ao acreditar na redenção de Vader, ao pôr seu coração na frente dos dogmas. O destino dos Jedi estava seguro em suas mãos.
A grande celebração na floresta em Endor, junto aos Ewoks, foi um alento ao sangue e ao suor de milhares de pessoas, que valentemente lutaram contra a tirania, superando o medo em nome da liberdade. Certamente, essa é a vitória mais icônica da saga.
